É outra das correntes filosóficas que considera como a própria designação indica, o contrário do idealismo. Para eles, o mundo e todas as suas coisas existem fora de nós, já que são matérias, e não resultados. Aristóteles e Karl Marx são os grandes expoentes desta teoria.
Essa doutrina que identifica, na matéria e em seu movimento, a realidade fundamental do universo. Além disso, tem a capacidade de explicação para todos os fenômenos naturais, sociais e mentais. Em filosofia, materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância. O materialismo é uma corrente filosófica que busca explicar o ser e a sua existência a partir da matéria, desde a Antiguidade.
Principais características:
Uma das principais características do materialismo é a sua busca pela explicação dos fenômenos da realidade a partir de condições estritamente concretas e materiais, donde se pode compreender de modo racional as fontes que geram as dinâmicas sociais, históricas, psicológicas, epistemológicas, etc.
Por isto, o materialismo está em via oposta ao idealismo, o espiritualismo e a metafísica, porque afirme a primazia da matéria sobre o espírito. Ademais, até mesmo o pensamento seria uma manifestação interior da matéria, permitindo a existência imaterial da consciência, contudo, correlacionada aos fatos e fenômenos de origem material. Vale ressaltar que o materialismo se estende ao modo de vida no qual o gozo das coisas materiais é também uma filosofia de vida, caracterizada pelo grande apego aos bens materiais.
Contexto histórico:
Presente nas culturas orientais da Antiguidade como egípcia, babilônica, indiana e chinesa, o materialismo se tornou comum no pensamento ocidental por volta do século VII a. C., com algumas escolas filosóficas, como a de Mileto, de onde saíram Tales de Mileto (624-547 a.C.), Anaximandro (610-546 a.C.) e Anaxímenes (585-525 a.C.).
Posteriormente, os pré-socráticos, como Demócrito de Abdera (460-370 a.C.), que promoveu a teoria atomista da estrutura da matéria, impulsionaram o materialismo. Aristóteles (384-322 a.C.), também contribuiu ao afirmar que todas as coisas têm uma base material.
Não obstante, com a instituição da Idade Média, a religião e a dimensão espiritual da vida passaram a dominar todas as esferas da sociedade, até o advento do Renascimento (Século XV). Nesse ínterim, Francis Bacon (1561-1626), criticou duramente a filosofia idealista ao defender que a experiência é o fundamento de todo processo de conhecimento.
Materialismo e pensamento marxista:
Tem especial destaque no materialismo o pensamento marxista de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), donde o ser humano fundamenta toda sua estrutura econômica e social nas condições materiais de sua existência.
Materialismo Dialético:
Pelo Materialismo Dialético, as mudanças surgem pelo embate entre as forças sociais, como um reflexo da matéria em sua relação dialética com as dimensões psicológica e social, as quais, por sua vez, constituem as forças produtivas e as relações de produção.
Materialismo histórico:
No Materialismo Histórico, os processos históricos seriam uma manifestação do trabalho para satisfazer as necessidades materiais, o que determinaria os modos de produção da vida material, com impactos diretos na vida social, política e espiritual em cada período histórico.

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